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Introdução alimentar – 2 meses depois


Lá se vão 8 semanas de introdução alimentar do Ravi! Esses dois últimos meses foram recheados de desafios e aventuras em família! Depois de 2 semanas um pouco frustrantes, nosso filhote se revelou um cabra bom de boca! Vou contar pra vocês os melhores e piores momentos dessa introdução.

Aos 5 meses e meio iniciamos a alimentação complementar do Ravi. Mamãe voltaria a trabalha com 6 meses e precisávamos desses 15 dias para fazer a adaptação dele, até por que ele se recusava a tomar mamadeira e já estava fazendo a mamãe arrancar os cabelos de tanta preocupação. As primeiras semanas foram tensas e intensas. Sinceramente, eu passei por momentos difíceis e já não sabia mais o que fazer para ele aceitar a papinha.

A primeira refeição do nosso bebê foi uma bananinha básica, seguida de mamão e maçã. Ravi se recusava a abrir a boca. Dava birra na cadeirinha e fazia cara de quem estava chupando um limão daqueles. Foi aí que percebemos nosso primeiro erro: a presença da mamãe (leia-se peitos) na cozinha tirava completamente a atenção do nosso aluno. Ele sentia o cheiro do leite dela e parecia não entender o motivo daquela colher com banana vido em sua direção. Ele jamais trocaria o leite do peito por uma fruta qualquer!

Resultado: Jamile começou a dar uns perdidos, ir na academia e passar longe dele nas horas dos lanchinhos. Certo dia ele “despertou” pra comida, devorou meia maçã raspadinha no colo da tia e continuava com aquela boquinha aberta, pedindo mais.

A partir daí Ravi virou um comilão de carteirinha. Fomos aumentando gradativamente o número de refeições, introduzimos a papinha de legumes, carne picadinha, caldinho de frango, feijão e macarrão. Em questão de dias, ele já estava abrindo a boca para tudo o que viesse. O peito passou a não ser mais a única fonte de nutrição. A amamentação ficou mais espaçada, apesar de que o mulequinho ainda consegue mamar meio litro de leite mesmo depois de bater uma pratada.

Durante a viagem, aproveitávamos bem o café da manhã para fazer as papinhas de frutas e levar banana e mamão para o lanche da tarde. Durante o almoço e jantar, iniciamos dando comida do restaurante amassadinha, mas logo ela foi substituída pelos potinhos de papinhas prontas da Nestlé, que julgamos mais seguras e limpas para aquele momento. Ravi logo passou a ter um reloginho da fome. Quando dava a hora, independente do local, a gente sacava a colher e o potinho da bolsa e alimentava o nosso filho.

No retorno da viagem, os plantões da mamãe ficaram mais tranquilos, já que ela não tinha mais a necessidade de correr em casa para amamentar. Ravi também passou a mamar mamadeira quando ela não está e continua gordinho e cheio de dobrinhas. Uma coisa muito prática que passamos a fazer é congelar as papinhas da semana. Aos domingos, nós fazemos uma panela de legumes e verduras cortadinhas, com carne desfiada e azeite, e colocamos nos potinhos para congelar. Isso tem ajudado muito a Jamile e a nossa rede de apoio. Ah, o feijão deixamos para usar o fresquinho do dia.

Segue um modelo de dieta do Ravi aos 7 meses:

- 6h: Leite materno.

- 9h: Frutas diferentes amassadas.

- 10h30: Leite materno / água/ ou mamadeira

- 12h: Legumes, verduras, carne e azeite (papinha congelada) / água

- 15h: frutas amassadas com aveia.

- 18h: Mesma comida do almoço.

19h em diante: Muito Leite materno ou mamadeira quando mamãe está de plantão.

É incrível pensar como ele sobreviveu tomando apenas leite materno por todo esse tempo! A natureza humana é muito perfeita mesmo!


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