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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


Pequenas atitudes levam a grandes violências. Começar dentro de casa é a única maneira de mudar o mundo.

Começou no Brasil a campanha dos 16 Dias de Ativismo pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Esse certamente é um tema que nós #paisnoinsta não podemos deixar passar.

Neste ano, a Secretaria de política para mulheres propõe à sociedade uma reflexão sobre o enfrentamento à violência sexual, por meio da desconstrução de práticas cotidianas que reproduzem comportamentos machistas, vivenciados por homens e mulheres. Com o slogan “Machismo. Já Passou da Hora. #PodeParar”, a Secretaria apresenta a ideia de que pequenas atitudes levam a grandes violências. Eu concordo plenamente e acredito que todas as grandes mudanças começam dentro de casa.

Fátima Pelaes, argumenta que, para enfrentarmos a violência é preciso atingir “a raiz do problema”. “São as ações no dia a dia, que muitas vezes praticamos sem perceber, que fomentam a violência sexual, doméstica e até mesmo o feminicídio. Essas ações explicam, por exemplo, o resultado de pesquisas como a que considera a mulher culpada pelo estupro que sofre. É isso que precisamos combater”.

Nas redes sociais, serão trabalhadas peças que irão explicar contextos de violência sexual, como o que chamamos de pornografia de vingança (distribuição de imagens íntimas na internet sem autorização, após o fim de um relacionamento), o não é não, o assédio sexual no ambiente de trabalho, a violência sexual conjugal, entre outros.

Além das peças publicitárias, também os prédios públicos serão iluminados com a cor laranja, que simboliza as mobilizações em mais de 160 países.

16 dias de ativismo

A Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Dados

Pesquisa realizada pelo Datafolha em agosto de 2016, revelam um pensamento chocante. Mais de um terço da população brasileira (33%) consideram que a vítima é culpada pelo estupro, informou o levantamento. A pesquisa mostrou ainda que 65% da população têm medo de sofrer violência sexual.

Foram 45.460 casos de estupro no país em 2015. São cerca de 125 vítimas por dia, ou seja, cerca de 5 mulheres violentadas por hora.

O Ligue 180 registrou um aumento de 147% de relatos de estupro no primeiro semestre de 2016, comparado ao mesmo período de 2015. O número representa 13 relatos por dia. A boa notícia é que dos 67.962 relatos de violências registrados na Central, entre janeiro e junho de 2016, 32% não foram registrados pelas próprias vítimas, mas por pessoas próximas. O dado aponta para uma maior conscientização da sociedade sobre o fenômeno da violência de gênero, indicando que cada vez mais amigos/as, familiares e vizinhos/as ligaram para o Ligue 180 a fim de relatar situações de violência sofridas por mulheres.

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