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BULLYING E CYBERBULLYNG - O que fazer quando seu filho é o vilão da história?


Certamente você está lendo esse título e pensando nas situações complicadas que você passou na infância. Mas e quanto ao seu filho? Vocês já conversaram sobre o assunto ? O que fazer quando ele é o autor do bullying? Segundo o Prof. Dr. Mario Louzã, médico psiquiatra e psicanalista, o problema envolve um comportamento agressivo, repetitivo, feito por alguém que exerce algum tipo de poder ou intimidação sobre outra pessoa do mesmo nível hierárquico.

As crianças, obviamente, não nascem sabendo até onde podem ir. É preciso ensiná-las a respeitar limites e os demais seres humanos. De certo modo, elas aprendem a domar seus próprios instintos e desejos. Este é um dos papéis fundamentais dos pais, os primeiros e mais importantes modelos que a criança toma para aprendizado das regras sociais. É importante lembrar que cada criança, desde cedo, começa a demonstrar seu temperamento e suas características de comportamento: umas mais tímidas, outras mais extrovertidas... E essas características serão moldadas ao longo do tempo, conforme o ambiente familiar e social. Aspectos culturais também devem ser levados em conta. Especialmente em relação aos meninos, que são cobrados desde cedo a se tornarem corajosos e fortes no contexto social ao qual pertencem.

Vale lembrar que a função das escolas é ensinar, e não educar. Essa responsabilidade é dos pais. É bastante frequente que os muitos se abstenham deste papel e deleguem às escolas uma função que não é delas. Se uma criança não tem capacidade de se conter e respeitar os colegas (e de se fazer respeitar), trata-se de um problema já instalado, provavelmente originado da educação em casa. É preciso encarar o fato de que não é normal que a criança tenha o desejo de assediar constantemente os amigos. Provavelmente ela também precisa de ajuda. Será preciso que os pais mudem seu modo de lidar, tentando corrigir o que não foi ensinado no momento certo. Muitas vezes, é necessário que os pais procurem orientação e psicoterapia para que seja possível rever os limites de toda a família.

As vítimas de bullying, em geral, tem algum tipo de característica de fragilidade ou vulnerabilidade que as faz ser tornar alvo do intimidador (“buller”). Pode ser algum aspecto físico ou psicológico. As vítimas do bullying têm vergonha de contar o que estão sofrendo. Cabe aos pais e pessoas mais próximas, detectar as mudanças no comportamento da criança.

CYBERBULLYING

Já o bullying nas reder sociais, ou o “cyberbullying”, é o tipo de agressão que está mais presente na vida dos adolescentes. Os fatos principais e, mais graves, acontecem na troca de mensagens, fotos ou vídeos de conteúdo erótico, nas quais uma pessoa tem uma situação íntima exposta publicamente a milhares de pessoas. As vítimas normalmente se sentem culpadas, entram em depressão e chegam a cometer suicídio. As meninas costumam ser as principais atingidas e precisam ser orientadas incansavelmente pelos pais, que tem que deixar esse canal de comunicação aberto dentro de casa.

ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL

As abordagens para manejo tanto do agressor quanto da vítima são, principalmente, de base psicoterápica. Para o “buller”, o trabalho envolve amenizar seu comportamento agressivo. Já para a vítima do bullying, a terapia ajuda a superar a dificuldade de se expressar e se defender. Em ambos os casos a orientação ou terapia dos pais é indicada, uma vez que estes muitas vezes se sentem “perdidos” e não conseguem lidar adequadamente com seus filhos.


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