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COMO ESCOLHER A ESCOLA CERTA PARA O MEU BEBÊ?


Imagine que um desconhecido entra em sua casa, senta no seu sofá e pega o seu controle remoto?! Foi exatamente assim que eu me senti quando deixei a Tarsila na escola pela primeira vez, um papai sem controle! Não foi fácil, mas foi realmente necessário.

Tomamos essa decisão depois de ver que a vida da nossa sogra estava ficando bem complicada! Mamãe e eu estávamos trabalhando todos os dias e chegando tarde da noite em casa. Nossa filha teve o privilégio de ter muitos parentes na vizinhança, o que possibilitou que ela só fosse pra escola com um ano e dez meses. O fato é que a vovó não podia mais fazer nada da vida senão cuidar da Tarsila e, além disso, ela estava sem amigos e não sabia nada sobre dividir coisas e brincar em conjunto. Estava ficando entediada e o mundinho do condomínio já estava pequeno pra ela.

Não tínhamos ideia do que esperar de uma escolinha. Fiz algumas buscas sobre projetos pedagógicos e tipos de ensino, mas juro que não entendi nada. O que eu sabia é que procurava uma extensão de casa, onde a Tarsila tivesse amor, carinho, brincasse bastante, tivesse contato com música, terra, dança e aprendesse coisas novas, mas sem peso.

Uma lista de prioridades pode ajudar os papais de primeira viagem a encarar o desafio. Eu sobrevivi!

NOSSAS EXPERIÊNCIAS

A primeira escola que visitamos tinha um parque bem chamativo e logo cativou a Tarsila. Entramos, gostamos da estrutura ampla e do contato com a natureza. Ao chegar na salinha de aula, tive um choque. Cada turma podia ter até 24 crianças, de várias idades, a partir dos 2 anos. Eram apenas duas tias e uma auxiliar que fazia uma maratona para levar e buscar crianças que se arriscavam sozinhas no banheiro. Saí correndo de lá. A experiência foi válida e logo pensei na lista da escola ideal. Depois dessa masmorra infantil, visitamos diversos locais e fizemos um ranking de escolinhas.

Fomos a diversos locais até que encontramos uma escola que se enquadrava em nossa lista e principalmente, que acalmava nosso coração.

MINHA LISTA DE REQUISITOS

  1. Preço acessível – Acreditem, nem sempre as escolas caras são as melhores. Existem valores que não são justos com os pais. Vale a pena pesquisar, visitar e conhecer muitos locais antes da decisão final.

  2. Câmeras de monitoramento – Acho importante que os funcionários saibam que estão sendo monitorados. Não gosto da ideia das câmeras online, em que minha filha possa ser vista por outros pais. Prefiro o sistema de filmagens que você pode solicitar e assistir na escola.

  3. Turmas por idade – Isso é fundamental pra mim. Claro que não podemos tabelar crianças pela idade, mas essa é uma maneira de me certificar que aquela faixa etária vai ter os cuidados necessários e vai aprender em conjunto, como por exemplo, o momento de tirar a fralda, de comer comidas mais consistentes, de brincar...

  4. Quantidade de alunos por sala – Você é pai e sabe o quanto uma criança dá trabalho. Imagine uma dúzia delas pulando, chorando, sujando a fralda... isso enlouquece até a mais doce professora da escolinha. Ao meu ver é impossível cuidar de mais de 3 crianças de dois anos ao mesmo tempo.

  5. Ambiente – Algumas das escolas que visitei não eram apropriadas para crianças. Alguns prédios tinham escadas, degraus, cozinhas abertas, piscinas (mesmo com grades me assustam), ou simplesmente, eram residências adaptadas para “depositar” crianças. Uma delas tinha até uma banheira desativada. Uma outra coisa que acho muito importante é a ventilação. Locais fechados com ar condicionado são mais propensos as viroses.

  6. Currículo – Tarsila ainda não tem o poder de passar mais de 10 minutos concentrada na mesma brincadeira. Ela precisa de estímulo, de ambientes atrativos e atividades diferentes. Alguns locais trabalham apenas como “depósito” de crianças e não oferecem atividades. Fiquem atentos para escolas que possuem atividades lúdicas, brincadeiras, músicas e esportes. Isso é muito importante para o desenvolvimento dos pequenos.

  7. Por fim, empatia e intuição. É preciso estar em paz. Com o local, com os funcionários, com o método de ensino. Independentemente de qualquer coisa, eu precisei me sentir bem dentro da escola e saber no meu íntimo que ela estava segura lá. Não foi fácil deixar nossa preciosidade com pessoas praticamente desconhecidas. Eu sofri, mamãe chorou, mas acreditem, Tarsila se despediu, pegou na mão da tia e sequer olhou pra trás. Melhor assim!

PALAVRA DE QUEM ENTENDE

Durante entrevista para o nosso canal do Youtube, a psicopedagoga Flávia Roberta, fala que os pais precisam saber o que estão procurando antes de sair de casa. “É preciso listar as prioridades da família. Se querem uma escola rígida, se querem apenas que ele passe o tempo no local e o que eles desejam encontrar na escola do filho”. Ela acredita que o local precisa, antes de tudo, ser compatível com a realidade da criança. “Se a família não tem religião, não faz sentido colocar a criança em uma escola religiosa, por exemplo”.

Para Andréa França, psicóloga clínica e institucional com ênfase em área infantil, a criança precisa ser preparada para a nova realidade. “É interessante que os pais acostumem os filhos com outras pessoas da família. As crianças que passam o dia todo com a mãe e estranham qualquer outra pessoa tem um ingresso bem mais complicado na escola, pois se sentem inseguras e acabam prolongando o período de adaptação”. Um outro ponto muito interessante que observamos na entrevista foi sobre os pais inseguros e que choram nos primeiros dias de aula. “Se a criança vê o pai chorando e com medo, logicamente, vai achar que está indo para um lugar muito ruim. Seja positivo e firme quando estiver na escola. Se achar que não vai aguentar, respira fundo, sai e volta de óculos escuros”.

A entrevista completa está no canal do Youtube: /PAPAINOCONTROLE

Se você quer fazer perguntas para as profissionais entrevistadas, escreva pra gente e teremos o maior prazer em intermediar a conversa.

Para conhecer um pouco mais sobre elas, acesse o site www.recreiodf.com.br

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