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Volta às aulas sem traumas - Psicóloga dá dicas de adaptação que envolvem toda a família


A época das férias acabou e voltar à rotina nem sempre é tarefa fácil. Tarsila saiu do berçário e acaba de entrar no maternal. O que me parecia uma vitória, virou um desafio. Minha filha encrencou que é um bebê e quer voltar para o berçário. E agora José?

Para o meu consolo, percebi que muitas crianças, sejam elas marinheiras de primeira viagem ou veteranas, apresentam resistência em voltar para a rotina escolar. Segundo a psicóloga familiar Lia Clerot, os pais podem colaborar para que seus filhos se preparem para um bom retorno às atividades escolares. “Pais e educadores precisam estar juntos nessa hora para que o trabalho de cada um seja complementado pelo outro”, explica Lia.

A profissional sugere algumas medidas que podem ser adotadas pelas famílias, neste início de ano letivo. Entre elas, a mudança gradativa do horário de férias, geralmente meio bagunçado, porque o sono pode atrapalhar ainda mais o retorno da criança para a escola. Na prática, a Tarsila estava acostumada a dormir até tarde e chegava na escola já irritada e sonolenta.

Ao contrário do que possa parecer, a tranquilidade da criança no primeiro dia de aula não depende dela, mas da confiança dos pais. “Muitas vezes eles ficam com medo de deixar a criança na escola, e sem querer transfere esta insegurança e sensação de abandono para seu filho”, explica a psicóloga. Para resolver este problema, é recomendável visitar a escola, antes da matrícula. E nos dias que antecedem o início das aulas é interessante levar o filho para que ele conheça a sala que vai estudar. “Quando a criança conhece o ambiente de ensino junto dos responsáveis, a facilidade de adaptação aumenta, pois os pequenos sentem que seus pais aprovam o local”, comenta Lia.

Ela lembra também que a atenção aos principiantes deve ser redobrada. Afinal o primeiro dia de aula, muitas vezes pode trazer traumas aos que não estão preparados para encarar um novo ambiente, com pessoas totalmente desconhecidas. A insegurança toma conta dos pequeninos e se os pais não souberem como prepará-los, as consequências podem ser imprevisíveis. Além do problema do primeiro dia de aula, outro motivo de preocupação dos pais é a troca de escola. Neste caso, a criança é retirada de um ambiente onde já está adaptada. Segundo Lia Clerot, a solução é sempre o diálogo e estabelecer uma relação de confiança na decisão que foi tomada pelos pais.

“Eles devem exaltar os pontos positivos do novo colégio, como os novos amigos, a nova professora e quais atividades serão realizadas, mostrando as vantagens da troca”. Na realidade, explica a psicóloga, toda mudança é difícil, mas elas são necessárias. “Durante toda vida elas terão que se sujeitar a transformações e se as crianças não aprenderem a lidar com isso desde já, mais para frente terão muitas dificuldades para se adaptar ao novo”, acrescenta.

Anote as 5 dicas:

1. Converse com o seu filho. Seja claro quanto as mudanças e comece fazendo isso ainda nas férias.

2. Ajuste os horário uma semana antes das aulas. Isso é importante para a criança se adequar a nova rotina.

3. Mostre que confia na escola. Transparecer insegurança ou chorar na hora de deixar a criança pode colocar tudo a perder.

4. Leve seu filho para visitar a escola. Isso permite que ele saiba para onde está indo e se sinta mais seguro na primeira aula.

5. Destaque os pontos positivos da mudança e exalte para a criança que a troca de escola ou de turma vai ser ótima para ela.

Para mais informações entre em contato com a assessoria da psicóloga familiar Lia Clerot, pelo site http://www.prezzcomunicacao.com.br/

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