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REDE - A ciência do nordestino!


Com 30 dias de vida Tarsila passou a ter cólicas terríveis. Eram 6 horas de sofrimento por dia, de 18h as 0h. Passávamos horas caminhando pela casa, balançando, cantando, ninando... até que ela pegava no sono. Como bom nordestino que sou, tive um insert um pouco atrasado, confesso!) e me lembrei da rede que ganhei da minha mãe. Desse dia em diante, parei de andar quilômetros pela casa, meus joelhos agradeceram.

Coloquei armadores pela casa toda. Ficava com ela aninhada dentro da rede, inventando músicas, contando histórias, fazendo sons, balançando... ela ainda sentia as cólicas, mas pegava no sono bem mais rápido.

Mas afinal, o que será que tem de tão milagroso na tal rede? Segundo especialistas, embalar o bebê com movimentos leves, sons de ãamm ou Shhh, aliado ao calor do nosso corpo, se assemelha ao ambiente vivido dentro do útero e geram aconchego, acalento e segurança aos bebês. A rede por si, já é um local acolhedor, que se molda ao nosso corpo, como um abraço. Diferente da cama ou do berço, que não geram essas sensações.

Mini-redes em Uti’s neonatal

O aconchego já é usado pelas classes médicas para auxiliar tratamentos em bebês. Em Brasília, Utis neonatais utilizam mini-redes para embalar bebês que nasceram com menos de 37 semanas. Em entrevista divulgada pela EBC, o supervisor de enfermagem da UTI neonatal de Santa Maria, Wilian Barbosa, fala que o bebê colocado na mini-rede fica em uma posição similar à posição intrauterina e pode permanecer na mesma posição até quatro horas seguidas. Segundo Barbosa, o trabalho é complementar e não chega a ser classificado como tratamento, mas auxilia os bebês que nasceram com menos de 37 semanas no ganho de peso e antecipa a alta médica.

Síndome do bebê sacudido

Para os pais que tem medo de balançar as crianças por conta da Síndrome do bebê sacudido, calma! Isso só acontece em casos extremos, quando a criança sofre uma agressão, se engasga, ou mesmo durante uma brincadeira brusca, em que os pequenos são sacudidos com força pelos braços, num movimento para frente e para trás, sem apoio da cabeça. Nesses casos, as sequelas podem ser transitórias ou definitivas, com retardo de desenvolvimento neuropsicomotor, surdez e até lesões oftalmológicas.

Mas não se confunda. Essa síndrome nada tem a ver com as brincadeiras dentro da normalidade, como embalar o bebê, ninar, balançar em carrinhos ou ficar no balancinho de uma boa rede.

O Papai no Controle recomenda!! Coloque já a sua rede, pegue uma cobertinha e passe horas balançando sua cria. Isso aumenta a segurança das crianças, desenvolve o afeto e trabalha o desenvolvimento motor e equilíbrio. Só não esqueça, quando o bebê pegar no sono, devolva para o berço. Crianças não podem ficar sozinhas em redes de forma alguma!

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