• Colaboração de Jamile Romeu

Grávidas e com fome!


Recentemente umas primas nos perguntaram se a tal "fome de grávida" era verdade mesmo ou era psicológico. fiquei pensando nisso e decidi fazer um estudo aprofundado sobre o caso! kkk

Antes mesmo de fazer o teste de gravidez, a "mamãe no controle" já estava se descabelando de fome, um dia, ela comeu uma manga gigantesca, chegou em casa e já estava esbaforida. Estamos na 9ª semana e a coisa só piorou. Ela conta que a cada duas horas, a cabeça dela começa a apertar, surge uma sensação de desmaio e começa o enjoo. É automático, basta um prato com bastante carboidrato (o preferido é arroz, feijão e ovo) e pronto! Tudo fica resolvido. Outras duas horas se passam e lá vai ela... começa a morrer de fome novamente. Eu custo a acreditar que o bebê precisa de toda essa comida e penso que seja o cérebro materno tentando armazenar alimento para manter a cria protegida pelos próximos meses. Mamãe e eu ficamos preocupados com a quantidade de comida, mas não tem jeito, ou ela come, ou passa mal.

Mas cientificamente? existe algum estudo que comprove essa fome louca?

Segundo informações do site metodogerar.com, O gasto calórico necessário para se levar uma gestação até o fim é de aproximadamente 80.000 calorias. Isso é necessário para suprir o crescimento e desenvolvimento fetal, aumento de útero, mamas, estoques de gordura e aumento dos sistemas cardiovascular, respiratório e urinário. Para isso, então a gestante necessita de maior consumo alimentar. As alterações endócrinas que ocorrem durante a gravidez levam a mudanças no centro da fome localizado no cérebro fazendo com que a gestante tenha mais vontade de comer. O gasto calórico diário é de aproximadamente 300 calorias, um pouco maior no início da gestação para promover um certo estoque de gordura e menor no final da gestação. Esta necessidade pode ser suprida aumentando-se a ingestão alimentar ou diminuição do gasto energético. Ambos ocorrem comumente durante a gestação, pois as alterações hormonais também provocam sonolência e uma certa sensação de “moleza”.

O ganho de peso na gestação depende do índice de massa corporal da mãe antes de engravidar. Pelo que pesquisei, em linhas gerais, uma mulher pode engordar até 16 kg durante a gravidez. Acho que a Jamile já engordou 3 nos dois primeiros meses.

Como calcular o índice de massa corporal:

Reunimos 5 dicas reais de como tentar driblar a fome e reduzir a ansiedade pela comida, sem passar mal:

- Beber água gelada entre as refeições, nunca durante.

- Comer a cada 3h, quando possível, a cada 2h, quando a situação estiver desesperadora.

- Nãe esperar a fome sair do controle, tenha sempre o controle sobre a próxima refeição.

- Carboidratos integrais dão mais sensação de saciedade, como arroz e macarrão integral, por isso a fome demora um pouco mais a voltar.

- Tente comer biscoitos integrais, castanhas e frutas desidratadas durante os lanches.

Segundo nossa obstetra, os problemas com os hormônios da tireoide também podem estar colaborando para a fome desenfreada. Isso, por que eles fazem parte da mistura que influencia os níveis de energia, a ingestão de alimentos e o peso corporal e o metabolismo. A maior parte do peso extra adquirido por indivíduos com hipotireoidismo ocorre porque a pessoa se sente mais cansada, lenta e sente frio. Nestas condições o corpo acumula sal e água, o que provoca inchaço e acumulo de peso.

Já a tão temida diabetes gestacional, não depende necessariamente da quantidade de comida ou de fome no início da gestação. A alteração é metabólica e não podemos culpar a quantidade de carboidratos ingeridos no primeiro trimestre. Fazer exercícios físicos e manter o peso sob controle e fazer um planejamento antes da gravidez e podem preveni-la. Já as gravidas precisam manter o ritmo, mas isso nem sempre é possível nos três primeiros meses.

Tem mais dúvidas? Mande pra gente e teremos prazer em buscar respostas profissionais para atender você.

#Fome #Gravidez #Gestação

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