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A chegada do bebê e a recepção da irmã mais velha


Chegamos em casa! Os olhos esbugalhados e cheios de interrogações me mostraram claramente como seriam os nossos primeiros momentos. Saí de dois tranquilos dias da maternidade e cheguei com um mix de saudade da Tarsila e medo, muito medo de como cuidar de duas crianças igualmente sedentas de atenção.

Tarsila nos recebeu com abraço e beijos e um cartucho de munições. Eu não sabia exatamente para que. Depois vi vários tiros disparados nas visitas, nas frustrações e em todos que se aproximassem do Ravi sem antes pagar o pedágio: dar atenção pra ela. Foram dois dias intensos em que ela fazia de tudo pra chamar atenção.

Algumas visitas mais espertas já chegavam dando papo pra Tarsila, priorizando ela na conversa, dando um colinho ou uma lembrancinha. Ela prontamente liberava a entrada. Já com outras ela não tinha dó, acabava com a paz da visita.

Com os nervos e hormônios a flor da pele, achei mesmo que eu fosse entrar num baby blues (*1), como no primeiro parto. Eu olhava pra Tarsila e não sabia o que fazer.

*1 - Quando nasce um filho, os sentimentos da mãe se misturam, é um mix de alegria e exaustão. Poucos dias após o parto, muitas mulheres passam por um período de melancolia, tristeza e fortes alterações de humor, também conhecido como “blues puerperal” ou “BABY BLUES”. (www.justrealmoms.com.br)

A ocitocina (*2) aumentava a minha paixão pelo Ravi e tive medo de estar rejeitando minha filha que eu tanto amo. Passei uns dois dias nessa adaptação. Lembrava do psiquiatra, Dr Thiago Blanco (@thiago_blanco), em uma palestra da mãe de 7 (@maedeseteconvida). Parecia estar ouvindo ele dizer algo do tipo: "Calma, você esta tomada de hormônio. Apaixonada pela sua cria e vendo o mais velho como uma pequena ameaça. Tudo vai se resolver da melhor forma". Orei muito, tive conversas comigo mesma e passei a dar mais e mais amor pra ela. Funcionou. Ela se acalmou e viu que não tinha perdido a minha atenção. Eu me acalmei e vi que o meu amor dava conta do recado.

*2 - A OCITOCINA é importante durante o parto, na amamentação e no pós-parto também porque ela nos ajuda a criar vínculo com nosso bebê, algo importantíssimo para nossa formação como mães e para a própria sobrevivência do recém-nascido. É o hormônio do amor. (www.abracodemae.com)

Da maternidade mesmo, decidimos encomendar o presente que ela pediu pro Ravi trazer. E você acha mesmo que ela iria pedir uma humilde boneca? Nada disso, pediu um pula-pula. Desses de festa pra brincar com os amigos! Kkk! Ainda grávidos vimos alguns pais falarem que o irmãozinho iria trazer uma surpresa. Para acalmar os ânimos e iniciar o processo de paz. Enfim, o pula-pula chegou e foi sucesso total. Muitos momentos de tranquilidade garantidos na varanda de casa!

Quando perguntam se Tarsila está tendo ciumes, respondemos logo. O ciume foi comprado com uma cama elástica. Rss. Mas pra quem pensa, que ela pula loucamente, fica cansada e dorme... ainda não presenciamos esse milagre!

Brincadeiras à parte, o brinquedo atraiu amigos, despertou várias veias artísticas e está fazendo muito sucesso! Tá pago!


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