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Servidor consegue licença de 180 dias após adoção - Casal gay comemora a decisão, inédita.


Depois de travar uma batalha judicial contra o governo do DF, Alexandre Marques de 40 anos conseguiu afastamento em seus dois empregos públicos para cuidar dos filhos adotivos, de dois e 11 anos. Alexandre deu entrevista ao G1, onde fala que aprende com os meninos essa missão de pai de primeira viagem.

Foto divulgação Globo / G1

“Ninguém está preparado para ser pai. É no andar da carruagem que as abóboras se ajeitam, diz.”

Aos 11 anos, o filho mais velho ingressou na escola sem saber ler. Um dos pais, que é professor, se empenhou e quatro meses depois já tinha alfabetizado o filho adotivo. Isso me tocou muito. Não se trata apenas de uma matéria sobre um relacionamento homoafetivo, críticas e considerações. O que estamos falando aqui é de amor!

Desejo de se ter uma família, independente de quaisquer dificuldades já enfrentadas. Essas crianças precisam de cuidados e dedicação para que o processo de adaptação seja tranquilo e confortável para ambos.

Fico pesando o que se passa na cabeça dos garotos que de uma hora para outra, saem de um lar de adoção e passam a receber o mais belo dos sentimentos. Difícil de imaginar essa adaptação? Talvez não. Alexandre faz questão de dizer que é muito franco com o mais velho sobre ter dois pais. Ao ser questionado pelo repórter, o menino parece não se importar. "Como toda criança, tenho um pai que é mais rígido e outro que passa a mão na cabeça", diz.

Para auxiliar a dupla nessa nova fase da vida, o servidor público buscou mais uma vez na justiça os seus direitos, e por se tratar de um fato novo em nosso meio, teve que enfrentar as barreiras do preconceito e de imediato aprender que por nossos filhos, toda luta é válida.

Hoje parabenizo a todos aqueles que, independente das suas opções sexuais, estão lutando por dias melhores e plantando o amor e o cuidado. O casal planeja agora adotar uma menina. Sei que nem mesmo dois pais incríveis podem substituir uma mãe, mas a vida de sofrimento e solidão de um orfanato, essa sim, é facilmente substituída pelo amor.


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