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Como aceitar a chegada do irmãozinho?!


“Eu que sou bebê” “Eu sou a princesa” “O baby Joe vai ser meu!”

Essas e outras afirmações da Tarsila nos levaram a momentos de semidesespero com a segunda gravidez.

Digamos que Tarsila não seja daquelas crianças que adoram dividir brinquedos, muito menos dividir atenção, carinho, espaço. Ela é a única criança da família, a primeira neta, a primeira filha, o centro do universo.

Desde que engravidamos, uma interrogação surgiu em nossas mentes inquietas: Afinal, como colocar na cabeça da nossa única filha, que ela não será mais a única paparicada da casa e vai ter que dividir absolutamente tudo?! Não era tarefa fácil.

Tarsila estava se comportando muito mal. Chorando, reclamando e tratando as pessoas com grosseria. Chegava a bater na barriga da mamãe e chorava quando falávamos do bebê. Passamos a pisar em ovos dentro de casa e estudar cada estratégia montada por ela para chamar a nossa atenção.

Iniciamos uma sequência de orações, conversas, brincadeiras e até uma psicóloga entrou na jogada. Passamos a dar bastante atenção aos sinais que ela nos dava e tentamos entender as frustrações, desejos e medos da nossa pequena pessoa.

Nossas principais mudanças foram:

  • Mostramos e falamos pra ela sobre o quanto ela era amada e que sempre seria a nossa princesa, mesmo depois do nascimento do bebê.

  • Aproveitamos os momentos em que ela estava se divertindo com outras crianças para mostrar o quando vai ser legal ter um amiguinho-irmão dentro de casa.

  • Passamos a “vigiar” e impedir comentários de terceiros que pudessem causar insegurança nela. Coisas do tipo: Você vai perder o trono, ele vai tomar seu lugar...

  • Inserimos ela no processo de gestação, fazendo com que participe de tudo e mostrando que ela vai ser nossa auxiliar e a professora oficial do baby Joe.

  • Exaltamos algumas habilidades e coisas que ela pode fazer, sendo grande, e o bebê ainda não consegue, tipo brincar no pula-pula, correr, nadar.

  • Tiramos um pouco do brilho do baby. Acredito que ela pensava que o irmão já nasceria muito interessante, falando, correndo, brincando, cantando e sendo um adversário e oponente dela. Explicamos que ele vai nascer sem saber andar, falar e brincar, só querer mamar e dormir e que ela vai ter que ensinar tudo pra ele.

  • Demos um casal de bonecos gêmeos e caprichamos nas brincadeiras de irmãos. Mostramos para ela o quanto é legal quando um cuida e brinca com o outro. Ela adorou.

As coisas foram dando certo e, em poucas semanas, Tarsila já mudou bastante de comportamento. As vezes ela tem uns rompantes de fúria e quer agredir a barriga da mamãe, mas explicamos a situação e ela logo para com a crise.

Além dessas medidas, nos concentramos em fazer com que ela se sentisse segura e que não visse o bebê como um adversário. Cada dia é um dia e seguimos nessa eterna arte de educar filhos.

Agora, ela está mostrando um outro lado protecionista e ciumento com relação ao irmão. Sempre que alguém fala que vai pegar ou cuidar dele, Tarsila logo solta: “ele é meu!”.

Mas isso já é um outro trabalho que teremos de desenvolver! Calma, uma coisa de cada vez!


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